Research institution
- Civil Society Organisation
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Colaboração na Prática Amigável com Pessoas Idosas: Gestão e Financiamento
Forma de Colaboração
A prática foi concebida e coordenada pela docente responsável, Maria de Lourdes Bernartt, e estruturada de forma colaborativa, interdisciplinar e participativa. A colaboração ocorreu entre universidades, organismos internacionais, órgãos públicos, parlamentares, conselhos, profissionais e — de maneira fundamental — pessoas idosas.
Papel das Universidades e Instituições Parceiras
Universidades (UTFPR e demais IES) forneceram suporte institucional, professores convidados, discentes, e estrutura para organização de eventos.
Convidados nacionais e internacionais participaram como conferencistas, fortalecendo a troca de saberes.
Pessoas idosas participaram como protagonistas: conferencistas, debatedores, autores de relatos e mediadores — desconstruindo estigmas e promovendo a escuta ativa.
Gestão Participativa
A organização dos seminários e atividades foi realizada por equipes de estudantes da pós-graduação, que tinham autonomia para:
Escolher os temas
Convidar conferencistas
Planejar o formato das atividades (mesas redondas, painéis, rodas de conversa)
A gestão docente atuou como orientadora, garantindo coerência metodológica, integridade pedagógica e apoio logístico.
As reuniões de planejamento coletivo foram essenciais para a construção compartilhada da prática.
Financiamento
A prática foi desenvolvida com baixo custo financeiro direto, valendo-se de:
Recursos humanos voluntários (professores, estudantes, idosos participantes)
Parcerias institucionais (que cederam tempo, espaço virtual, divulgação e materiais)
Infraestrutura da universidade (plataformas online, salas virtuais, e-mail institucional, suporte técnico)
Não houve captação de financiamento externo específico, mas o trabalho se baseou em:
Redes colaborativas já consolidadas com organizações como a OPAS/OMS, o MMFDH, secretarias estaduais e municipais, conselhos de direitos e universidades latino-americanas.
Utilização de apoios não monetários, como divulgação por redes de parceiros e presença voluntária de especialistas.
Participação Ativa
As pessoas idosas participaram ativamente em todas as etapas:
No planejamento (sugestão de temas)
Na execução (como conferencistas e debatedores)
Na produção de material (relatos, contribuições em e-book)
Essa participação contribuiu para:
Maior legitimidade social
Ampliação do alcance das ações
Fortalecimento da abordagem intergeracional e da justiça geracional
Avaliação e Impacto
A avaliação foi feita de forma contínua, por:
Autoavaliação discentes
Registros sistematizados
Feedback qualitativo espontâneo de participantes (idosos, conferencistas e estudantes)
Impactos observados:
Aproximação entre teoria e prática
Ampliação do repertório crítico sobre o envelhecimento
Inclusão digital e engajamento social de idosos durante a pandemia
Geração de um e-book com relatos, reflexões e sínteses dos eventos
Compartilhamento Internacional
A prática foi reconhecida e autorizada para publicação no site Age-friendly World da Organização Mundial da Saúde, como uma boa prática voltada para comunidades e cidades amigas das pessoas idosas.
Lições Aprendidas e Projeções Futuras
Lições:
Escuta sensível e valorização das experiências de vida são fundamentais.
Planejamento coletivo com coautoria estudantil é enriquecedor.
O formato remoto é desafiador, mas pode ser altamente inclusivo.
Desafios enfrentados:
Garantir acessibilidade digital às pessoas idosas.
Mediar convites e participações com cuidado e respeito.
Futuro:
Expansão para novas turmas com oficinas intergeracionais presenciais e online.
Ampliação da escuta e do protagonismo de idosos na formulação de políticas públicas.
Older people were involved in the age-friendly practice at multiple or all stages
1. As pessoas idosas tiveram um papel central e ativo na prática, participando como conferencistas, debatedores, autores de relatos e mediadores nas atividades, compartilhando suas vivências e saberes com estudantes, docentes e especialistas.
2. Sua presença contribuiu para desconstruir estigmas associados ao envelhecimento, fortalecer o diálogo intergeracional e promover uma escuta sensível e transformadora, valorizando o protagonismo da pessoa idosa no espaço acadêmico e social.